O director clínico do Hospital de S. João, no Porto, António Oliveira e Silva, considerou hoje "muito pouco provável" que o menino de três anos ali internada com suspeita de gripe mexicana tenha o vírus H1N1.
"Há factos clínicos e alguns exames laboratoriais que foram feitos que nos apontam para outro diagnóstico", disse o director clínico do "S. João".
Contudo, o médico remeteu para o final da tarde um diagnóstico definitivo.
"Só a meio ou final da tarde teremos o resultado dos exames que nos permitirão confirmar ou afirmar um diagnóstico", frisou.
De acordo com António Oliveira e Silva, a criança "passou bem a noite, está estável e neste momento inspira alguma preocupação, mas não uma preocupação de maior".
"Foi observado, fez todos os exames necessários e neste momento está em isolamento, onde permanecerá até termos a certeza de que não está infectado com o vírus da gripe mexicana", acrescentou.
O director clínico garantiu ainda que este “é o único caso admitido como suspeito no hospital”.
A criança deu entrada no S. João com doença respiratória aguda e com febre alta, sintomas que, aliados ao facto de ter vindo dos EUA, onde há vários casos da doença confirmados, incluindo uma morte, levou a que o Plano de Contingência fosse activado.
Oliveira e Silva disse ainda que os pais foram também submetidos a alguns exames que não revelaram qualquer indício da doença.
O menino, filho de um casal emigrante nos EUA, que se encontra de férias em Portugal desde 21 de Abril, deu entrada no Hospital de S. João do Porto terça-feira à noite transferida do Hospital de Chaves.