A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, afirmou hoje que qualquer "hesitação ou suspensão" do processo de avaliação de desempenho dos professores conduzirá o país para "30 anos atrás", apelando, por isso, a um esforço tendo em vista a sua concretização.
"É necessário fazer este esforço de concretização e a minha mobilização é essa, no sentido de ajudar as escolas com dificuldades. Qualquer hesitação, qualquer suspensão em relação a esta matéria levará o país para 30 anos atrás", afirmou, à saída de uma audição na Assembleia da República sobre o Orçamento de Estado do sector para 2009.
A titular da pasta da Educação questionou ainda se a suspensão da avaliação é o que o país quer: "Que se sumpra a lei ou que se suspenda a lei. Ou que se dê espaço para um clima de total ingovernabilidade, que interessa a quem quer conquistar os votos dos professores porque estamos em ano eleitoral".
"Se é esse o interesse de quem se manifesta, de criar um clima de ingovernabilidade para conquistar os votos dos professores, penso que não é isso que o país espera de nós", acrescentou.
Instada a comentar as declarações do deputado socialista Manuel Alegre, que terça-feira afirmou já ter perdido a paciência para lógicas do "quero, posso e mando", considerando que são insuportáveis num Governo apoiado pelo PS, Maria de Lurdes Rodrigues classificou-as como críticas e insultos.
"São um pouco críticas, um pouco insultos. Considero que o que é necessário defender é a política educativa, os factos. Recuso a atitude de reduzir a política educativa a questões laborais dos professores. Quando me falam em política educativa de esquerda, gosto de afirmar que a política educativa que este Governo empreende e concretiza é de esquerda, não pela retórica, mas sim pelos resultados e pela acção", afirmou.
[Foto Lusa]