A Câmara de Bragança permitiu hoje por imposição judicial a entrada no hangar municipal do avião do ex-opositor político do presidente da edilidade contra a vontade do director do aeródromo, que vai participar o caso ao INAC.
O director do aeródromo, João Rodrigues, alega "falta de espaço" no hangar e que vai participar a situação ao Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC) por "questões de segurança".
O director do aeródromo e o representante da Câmara de Bragança impediram o acesso ao local da Comunicação Social e "foi com relutância" que o primeiro acatou a ordem judicial, segundo o advogado do proprietário do avião, Rodrigo Versos.
A operação demorou mais de uma hora e foi acompanhada pela GNR, cuja intervenção foi ordenada pelo Tribunal Administrativo de Mirandela para garantir a execução da decisão judicial que obriga a Câmara a permitir a hangaragem da aeronave naquele local.
"As aeronaves que ali se encontram não estão bem posicionadas, pelo que colocaram-na no corredor central para mostrar que não há espaço, o que não seria necessário se houvesse um arranjo da disposição", disse o advogado.
Segundo o representante da Câmara, Orlando Sousa, "o director do aeródromo informou as autoridades (GNR) que o hangar estava cheio e que qualquer arranjo que lá fizesse estava a violar as normas aeronáuticas".
"O director vai fazer uma participação ao INAC desta situação", disse.
[Foto de Ivo Pires/Lusa]