O governador civil do Distrito de Bragança, Jorge Gomes, admitiu "alguma descoordenação" na resposta ao nevão do último fim-de-semana e vai reunir o Conselho Coordenador Distrital de Segurança para "corrigir procedimentos".
"Notou-se alguma descoordenação, algum atraso na mobilização dos meios", reconheceu à Lusa o responsável máximo pela Protecção Civil num distrito onde praticamente todos os anos a neve provoca constrangimentos.
Para Jorge Gomes "não se entende que, cada vez que neva, pareça uma calamidade e se fale logo que a estrada está cortada".
O problema, para o governador civil, reside "na prevenção".
"A parte preventiva demora muito a sair", afirmou, referindo-se aos meios e acções que evitem o "caos" que geralmente se gera nas estradas e dentro das localidades.
Na última sexta-feira, apenas alguns minutos de queda intensa de neve paralisaram o trânsito na cidade de Bragança, com carros atravessados e imobilizados, e condicionaram a circulação no principal itinerário da região, o IP4.
Jorge Gomes entende que a questão não se prende "com falta de meios, mas com uma actuação preventiva mais rápida".
"É preciso é que cada entidade assuma as suas responsabilidades", afirmou, referindo-se a uma estrutura que envolve desde autarquias, bombeiros, direcção de estradas, forças de segurança e vai desde o âmbito municipal ao nacional, em caso de necessidade.
As diferentes entidades que actuam nesta área, desde autarquias, bombeiros, direcção de estradas às forças de segurança vão analisar o assunto em reunião do Conselho Coordenador Distrital de Segurança, marcada para o dia 11 de Dezembro.
Jorge Gomes assume as suas "responsabilidades"nesta matéria, mas realça que "são responsabilidades políticas e não operacionais, que é o que está falhar neste momento".
O governador apontou o exemplo dos vizinhos espanhóis, que "apenas perante a ameaça de neve, já têm os meios pré-posicionados para actuarem de forma preventiva".
[Foto Lusa]