A Polícia Judiciária de Braga deteve, na Póvoa de Varzim, um dos três alegados autores da morte, com 13 facadas, de um homem de Felgueiras, que se encontrava fugido à justiça, disse à Lusa fonte policial.
A fonte adiantou que o detido, de nome Rogério, andou, durante vários meses, fugido em Espanha, tendo regressado recentemente a Portugal.
Será, agora, julgado separadamente, na sequência de uma decisão nesse sentido do Tribunal de Braga.
Os dois outros suspeitos estão a ser julgados nas Varas Mistas do Tribunal de Braga, acusados da morte, com 13 facadas, de um homem de Felgueiras a quem roubaram 170 euros.
Segundo a acusação, o crime foi particularmente bárbaro, já que os três agressores - dois deles presos preventivamente e um outro a "monte" - golpearam a vítima na testa e em várias partes do corpo, tendo-lhe, também, batido com uma bola de bilhar embrulhada numa meia.
Os acusados são Emídio, Inácio e Rogério, com idades entre os 22 e os 33 anos, todos de apelido Monteiro e residentes em Felgueiras.
Os três arguidos, residentes em Felgueiras, obrigaram, em 14 de Julho de 2007, a vítima, Gaspar Teixeira Magalhães, a deixá-los conduzir o carro em que se deslocava, e acabaram por lhe tirar o cartão Multibanco.
Dado que se recusou a indicar o respectivo código do cartão bancário, os três arguidos desferiram-lhe vários golpes com navalhas em diversas partes do corpo ao mesmo tempo, o que o forçou a fornecê-lo.
Depois de levantarem 100 euros numa caixa ATM em Felgueiras e de lhe roubarem os 70 que trazia na carteira, conduziram a viatura - com o dono no banco de trás - até à cidade de Braga, na zona de Gondizalves, no chamado monte da "Amarela".
"Nesse local, e em conjugação de esforços, bateram-lhe várias vezes na cabeça com uma bola de bilhar envolvida numa meia e golpearam-no novamente em várias partes do corpo com um objecto de natureza cortante", concluiu o Ministério Público.
De seguida, abandonaram-no num local isolado do monte, "assegurando-se, assim, de que a vítima não seria encontrada logo após o abandono".
Regressaram, então, a Felgueiras onde, "para fazer desaparecer todos os vestígios, incendiaram a viatura da vítima, avaliada em 6.350 euros.
O cadáver de Gaspar Teixeira Magalhães foi encontrado, no dia seguinte, na Amarela.
O relatório da autópsia indica que os alegados assassinos deram 13 facadas na vítima e agrediram-no com a bola de bilhar, tendo sido essas as causas directas da morte.
Os três homens estão, assim, acusados dos crimes de homicídio qualificado, dano qualificado, e sequestro.
Um dos arguidos, o Emídio, é reincidente e encontrava-se em liberdade condicional já que fora condenado em 2005 pela prática de um crime de homicídio simples, na forma tentada, e pelos crimes de furto qualificado e detenção de arma proibida.