A ministra da Saúde garantiu quarta-feira que não existe qualquer caso de gripe suína em Portugal e que os resultados dos testes laboratoriais a dois doentes afastaram qualquer suspeita da doença.
Ana Jorge falava na conferência de imprensa diária para fazer o ponto da situação sobre a gripe suína, que já fez um morto nos Estados Unidos e poderá ter provocado a morte a 159 pessoas no México, embora neste país apenas estejam confirmadas sete vítimas mortais.
O director-geral de Saúde tinha afirmado, no final de uma audição parlamentar, que estavam em curso testes laboratoriais a dois doentes em Portugal para despiste de uma série de vírus, incluindo o da gripe, sendo um deles uma criança internada no Porto que vive nos Estados Unidos e está de férias em Portugal.
Os testes, adiantou, enquadram-se na actividade médica normal para despiste de várias doenças, cujo diagnóstico não é imediatamente perceptível.
Na conferência de imprensa, a Ministra da Saúde garantiu ainda que em caso de pandemia, ainda não declarada pela Organização Mundial de Saúde, Portugal terá máscaras suficientes para toda a população.
"[Actualmente] não há necessidade de nenhum uso de protecção de uso de máscara, mas em fase de pandemia, e quando for dada essa indicação, será dada informação de qual o momento em que a população se deve proteger”, disse Ana Jorge.
Nesse momento, “vamos ter de ter máscaras em número suficiente para proteger as pessoas", afirmou.
No encontro com os jornalistas, a ministra garantiu ainda que se for detectado qualquer caso da gripe suína no país "será de imediato comunicado à população".
Ana Jorge apelou ainda para que as pessoas não tomem medicamentos sem ir ao médico: "É fundamental para a segurança de todos que não haja automedicação”.
Na mesma conferência de imprensa, o director-geral de Saúde, Francisco George, desdramatizou a carga da palavra pandemia, afirmando que uma infecção pode ser global mas não atingir um grande número de pessoas.
"A intensidade da propagação e a sua gravidade é que determinam se há pandemia", explicou.
O responsável esclareceu ainda que a passagem do actual grau de alerta quatro - num total de seis - para o quinto ou sexto é determinado pelas autoridades nacionais e não pela Organização Mundial de Saúde, embora esta entidade determine generalizadamente níveis de alerta em caso de pandemia.