O Regimento de Infantaria 13 (RI13), em Vila Real, foi a primeira unidade do exército a receber onze das viaturas blindadas “Pandur II” que vão trazer mais “protecção” e “mobilidade” às Forças Armadas, disse o comandante do quartel.
O comandante do RI13, o coronel José Fonseca e Costa, referiu que esta unidade vai receber até 2010 um total de 69 viaturas “Pandur”, onze das quais já chegaram a Vila Real e foram apresentadas à comunicação social.
De acordo com o responsável, as novas viaturas blindadas vão trazer “mais protecção e mobilidade” aos militares.
Para além de modernizarem as Forças Armadas, permitem ainda a racionalização dos meios e uma efectiva capacidade de combate em todo o tipo de missões.
O tenente de infantaria Nuno Fernandes explicou que as “Pandur” de oito rodas possuem uma capacidade de balística e anti-mina “acima” de qualquer viatura actualmente existente nas Forças Armadas.
Realçou ainda o “poder de choque”, a “capacidade de manobra”, a “versatilidade de intervenção” e a “capacidade de intervenção”.
Apesar de não se tratar de uma viatura anfíbia, a “Pandur” pode percorrer distâncias consideráveis dentro de 1,5 metros de água e pode ultrapassar valas com 2,2 metros de cumprimento.
Com 18.500 quilos de peso, 7.62 metros de cumprimento, 2.90 metros de largura e 2.80 de altura, as viaturas blindadas podem transportar até um total de 10 pessoas.
O RI13 vai acolher uma equipa da “Steyr”, empresa austríaca responsável pela construção das viaturas, que vai apoiar as unidades de Vila Real, Braga e Viseu.
As “Pandur” foram adquiridas para substituir as viaturas “Chaimite”, ao serviço do Exército nos últimos 40 anos, e que passaram por teatros operacionais tão distantes como a Guerra de África, Bósnia, e até como símbolo do 25 de Abril.
Portugal adquiriu 240 destas viaturas no valor de 344,211 milhões de euros, para além de outros 20 milhões de euros em contrato de sobressalentes.
O programa de aquisição das viaturas “Pandur”, 20 das quais para a Armada, inscrito na Lei de Programação Militar, tem como finalidade “dotar o Exército e a Marinha de viaturas modernas, com elevada capacidade e versatilidade de emprego operacional e níveis adequados de segurança e protecção”.
Este tipo de viaturas, em 16 versões diferentes, habilitam Portugal a participar com os seus aliados em operações conjuntas e combinadas, com meios idênticos em tecnologia e capacidade operacional.
Entre as diferentes tipologias, encontram-se viaturas de transporte, ambulâncias, de morteiros pesados, de mísseis e posto de comando.
Fonseca e Costa anunciou ainda a instalação de um separador de hidrocarbonetos resultantes das lavagens das viaturas, que faz precisamente a separação dos óleos e das águas.
Segundo o comandante, o rendimento da separação rondará os 95 por cento, sendo que as águas serão reutilizadas para a lavagem dos veículos.
“Todos os óleos do RI13, quer sejam das viaturas ou alimentares, já são recolhidos por uma empresa que faz o seu tratamento e reutilização”, frisou.