O PS aprovou sexta-feira sozinho o Orçamento do Estado (OE) para 2009 do Governo de José Sócrates, o último da legislatura.
Todas as bancadas da oposição, do CDS-PP ao Bloco de Esquerda, votaram contra o diploma, hoje aprovado em votação final global.
No discurso de encerramento do PS, o líder do grupo parlamentar, Alberto Martins usou vários minutos para criticar o PSD, dizendo que o maior partido da oposição “proclama rigor, mas oferece populismo e demagogia”.
“O PSD que temos”, segundo Alberto Martins, “apregoa seriedade e competência”, mas “deu truques e trapalhadas orçamentais” aos portugueses e mostrou que quer “suspender” os investimentos públicos, a avaliação dos professores, a liberdade da comunicação social, o salário mínimo e a democracia.
Para o líder parlamentar do PS, o OE 2009 “é um passo de rigor e esperança” para um Estado “social moderno, com uma economia a crescer”.
O secretário-geral do PSD, Luís Marques Guedes, sustentou que com o Orçamento do Estado para 2009 o Governo colocou o país num caminho “imparável” para a depressão e a recessão económica.
“Com este Orçamento do Estado, o país inicia uma imparável contagem decrescente para a depressão e a recessão económica”, declarou Luís Marques Guedes, durante a sessão de encerramento do debate orçamental.
“Só lhe vislumbro um único aspecto francamente positivo: é ser o último desta maioria e deste Governo”, acrescentou o deputado social-democrata.
O secretário-geral do PSD justificou a oposição do seu partido à proposta de Orçamento para 2009 considerando que insiste numa “política económica falhada” e que é construída com “bases assumidamente falsas”.
O discurso de Marques Guedes centrou-se, contudo, na “forma de estar” e no “estilo” do executivo socialista, que alegou caracterizar-se “pela hostilidade e agressão gratuitas, pela cultura do líder de ouro e pela encenação e manipulação obsessivas no forjar de resultados”.
O secretário-geral do PSD acusou o PS de atirar “lama e descrença” para quem “em cada momento escolhe como adversários ou alvos a abater” e de ter criado “um clima pastoso, que mina a confiança e acicata a conflitualidade”.