O deputado social-democrata Jorge Costa acusou segunda-feira a Câmara Municipal de Amarante "de estar ausente" na reivindicação de acessibilidades para o novo quartel dos bombeiros de Vila Meã, a seis meses da sua conclusão.
"Não concebemos como é possível que numa fase destas, a seis meses de estar terminado, não haver acessos nem haver explicações", afirmou o deputado do PSD, eleito pelo circulo eleitoral do Porto.
"A conclusão que nós tiramos é que a Câmara está ausente nestes casos todos, está ausente na construção dos acessos aos bombeiros, como está ausente nos apoios aos equipamentos especiais ou ao património".
Na opinião do deputado, são áreas em que a autarquia deveria ser "mais actuante" e estar "mais presente" na reivindicação dos investimentos do Governo, como é o caso da empreitada de requalificação da linha férrea entre Caíde, Vila Meã e Marco de Canaveses, concurso que a Refer tem prometido lançar a curto prazo.
Esta obra obriga a restabelecimentos viários no centro de Vila Meã, que estão a ser acordados entre a autarquia e a Refer.
Além da falta de acessos para os bombeiros, Jorge Costa, que visitou Amarante acompanhado dos também deputados Sérgio Vieira, Pedro Duarte e Pignatelli Queirós, reivindicou apoio para a construção do centro social de Real, uma das freguesias de Vila Meã, e para a recuperação do Mosteiro de Travanca (foto), que denunciou estar "em elevado estado de degradação".
Quanto ao Hospital de S. Gonçalo, integrado no Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, o deputado do PSD afirmou que o seu partido discorda deste modelo de gestão e preconizou "que vai traduzir-se, a prazo, na perda de proximidade com os utentes".
Jorge Costa defendeu, porém, que essa perda de proximidade "seja superada com a melhoria no atendimento e humanização dos serviços".
Candidato do PSD
pode “fazer mais e melhor”
Autarca socialista garante
que está a negociar com a Refer
Relativamente à falta de acessos para os bombeiros em Vila Meã, o presidente da autarquia, o socialista Armindo Abreu, disse à Lusa "que o projecto é da Refer e não da Câmara mas que a autarquia foi chamada a colaborar na aquisição dos terrenos".
Segundo o autarca, os serviços municipais estão a analisar a proposta da Refer, uma vez que se trata de verbas elevadas e negociações complexas com os proprietários dos terrenos.
Armindo Abreu assegurou, porém, que o executivo camarário discutirá em breve a proposta da Refer e que tudo fará para que a nova avenida – paralela ao actual arruamento da vila, lado a lado com a linha férrea (desenho) – seja construída, garantindo que colocará verbas no orçamento de 2009 para esse fim.
O autarca adiantou que tem informação de que a Refer colocará em breve a obra a concurso mas salientou que a sua execução "não depende da sua vontade".
O presidente socialista criticou os sociais-democratas "por quererem dar a ideia de que controlam alguma coisa, apenas para denegrir o trabalho da Câmara Municipal".
[Fotos de Alcino Oliveira]