quarta-feira, 12 de novembro de 2008          
 
    O secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro, garantiu terça-feira que o Governo vai colocar helicópteros de emergência pré-hospitalar à disposição das populações do interior do país, que ficarão estacionados em Ourique, Macedo de Cavaleiros e Aguiar da Beira.
    Falando durante a discussão do Orçamento de Estado para 2009, na Assembleia da República, o governante admitiu tratar-se de um custo muito oneroso - 3,5 milhões de euros por ano por helicóptero -, mas sublinhou que a sua atribuição é justificada para garantir a igualdade das condições no acesso aos cuidados de emergência pré-hospitalar.

Ministério da Saúde vai pagar dívidas do SNS
 
    Perante as leituras críticas dos deputados da oposição, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Francisco Ramos, também garantiu não haver 'desorçamentação' no Ministério da Saúde, sublinhando que serão seguidas as recomendações do Tribunal de Contas quanto à consolidação das contas dos hospitais com gestão empresarial (EPE).

    Francisco Ramos anunciou, também, que a partir do próximo ano a Administração Central dos Sistemas de Saúde está obrigada a divulgar trimestralmente a evolução da execução das contas dos EPE, naquilo que considerou uma preocupação com a transparência.
    Após um debate, no qual o fundo de pagamento das dívidas do Serviço Nacional de Saúde (SNS) foi alvo de muitas perguntas por parte da oposição, o mesmo governante referiu que os montantes daquele fundo nunca foram utilizados porque o SNS foi sempre capaz de respeitar os compromissos perante os fornecedores.

    Em declarações aos jornalistas, a ministra da Saúde, Ana Jorge (na foto, acompanhada por Manuel Pizarro), voltou a explicar que o fundo de pagamento destina-se às dívidas vencidas e que se trata do alargamento de um fundo criado há cerca de dois anos e meio.

    Ana Jorge disse, também, que a melhor pessoa para responder a questões sobre o montante da dívida do SNS era o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Francisco Ramos, por ser o responsável que mais tem acompanhado a situação.

    Perante a insistência das perguntas dos jornalistas, a governante admitiu o valor de mil milhões de euros, número já avançado em entrevista ao Diário Económico.

 
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EMERGÊNCIA MÉDICA: Confirmado helicóptero em Macedo de Cavaleiros, custo anual de 3,5 milhões de euros