A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em Vila Real, liga até Setembro a rede interna de saneamento básico aos emissários da rede pública, disse o vice-reitor Carlos Sequeira.
Na semana passada, através de um órgão de comunicação social nacional, o delegado de Saúde de Vila Real, Fernando Guedes Marques, afirmou-se preocupado com a situação dos resíduos da Universidade, designadamente dos esgotos.
Contactado pela Agência Lusa, Guedes Marques explicou que mandou um ofício há cerca de dois meses para a reitoria daquela Universidade e para a administração da Empresa Municipal de Águas e Resíduos (EMAR), dando conta das suas preocupações por os esgotos ainda não estarem devidamente ligados à rede pública.
O delegado de saúde pediu uma resolução urgente e disse que, se nada for feito, poderá recorrer a outras entidades como o Ministério do Ambiente ou o Instituto Regulador de Águas e Resíduos (IRAR).
O responsável pela Empresa Municipal de Águas e Resíduos, Miguel Esteves, disse que o emissário da rede pública está pronto para receber os esgotos do campus universitário.
Carlos Sequeira afirmou à Agência Lusa que a Universidade investiu, nos últimos seis anos, cerca de um milhão de euros na construção de uma rede interna com vista à ligação do abastecimento de água e saneamento básico à rede pública da Empresa Municipal de Águas e Resíduos de Vila Real.
Segundo o responsável, até Junho a Universidade passará a "beber" da rede pública e, até Setembro, os esgotos serão enviados para o emissário da Empresa Municipal de Águas e Resíduos.
Carlos Sequeira referiu que actualmente a universidade está a negociar os parâmetros que vão servir de base às taxas de esgoto que serão pagas à Empresa Municipal de Águas e Resíduos.
Até lá, os esgotos são depositados, segundo o responsável, em "lagoas de oxigenação".
O vice-reitor garantiu ainda o "devido tratamento" dos restantes resíduos resultantes das actividades desenvolvidas no campus.
Relativamente aos resíduos hospitalares provenientes do Hospital Veterinário (HV) da Universidade e aos laboratoriais, que são os considerados potencialmente mais perigosos, estes são acondicionados em contendores e, posteriormente, recolhidos pela empresa Ambimed.
Em 2008, a Universidade pagou 7.500 euros à Ambimed, empresa que se dedica à gestão integrada de resíduos hospitalares, com sede em Torres Vedras.
O responsável reconheceu que o espaço onde estes resíduos são guardados é uma "barraca" e que a Universidade terá que proceder a uma nova solução com acesso reservado e perímetro de segurança.
Os detritos das pocilgas são levados direccionados para três lagoas sequenciais, as quais foram esvaziadas este ano e, por isso, segundo o vice-reitor, ainda possuem "capacidade para mais 10 anos".
Só que, devido à legislação ambiental cada vez mais apertada, a Universidade poderá ter que avançar para a construção de uma mini estação de tratamento de águas residuais (ETAR).
Em relação às vacarias, os resíduos são enviados para fossas sépticas e, mediante autorização do Ministério da Agricultura, a universidade faz a incorporação destas matérias orgânica nos solos.
Segundo o responsável, a Universidade está a pensar em desenvolver um projecto de aproveitamento dos detritos resultantes das vacarias e suiniculturas para produção de biogás.