domingo, 9 de novembro de 2008          
 
    O Arouca esteve à beira de fazer cair outra equipa da Liga da Taça de Portugal de futebol, mas esbarrou na eficácia do guarda-redes do Paços de Ferreira, que defendeu três remates no desempate por penaltis (3-1).
    Depois de ter sido o "tomba-gigantes" da terceira eliminatória, ao afastar o Marítimo no desempate da marca dos 11 metros, o Arouca, da II Divisão, segurou o nulo até final do prolongamento (0-0) e levou o jogo da quarta ronda também para a "lotaria" dos penaltis, mas a sorte perdeu-se nas mãos de Cássio.

    O Arouca entrou bem no jogo, perante um Paços a acusar o peso da “lanterna vermelha” da Liga, e foi desde o apito inicial a equipa que mais evidenciou vontade de chegar ao golo.

    Uma boa jogada de Pedro Santos proporcionou a primeira ocasião de perigo a Ruizinho, logo aos 04 minutos, e Fabinho, aos 18, desperdiçou a primeira ocasião de golo para o Arouca, com um remate à figura de Cássio.

    O Paços de Ferreira só através de cruzamentos para a área, quase sempre resolvidos pelo guarda-redes Ivo, procurava chegar à baliza do Arouca, ou através de lances individuais de Cristiano, Pedrinha e Leandro Tatu.

    O ritmo vivo do jogo decaiu com o caminhar do cronómetro para o intervalo, e, depois de o pacense Ozeia ter atirado por cima da baliza, aos 37 minutos, o Arouca reclamou, aos 38, uma grande penalidade por derrube a Fabinho.

    Leandro Tatu, aos 43 minutos, provocou um calafrio na defesa do Arouca, na sequência de uma boa jogada individual, e no início da segunda parte o mesmo jogador obrigou o guarda-redes Ivo, aos 51 e 57, a duas defesas.

    O Paços entrou na segunda parte mais determinado a chegar ao golo e dispôs de vários lances de perigo para a baliza defendida por Ivo, por Ozeia, aos 69 minutos, William (73), Rui Miguel (78) e Guedes (79).

    O nulo no final do tempo regulamentar atirou o jogo para o prolongamento, que teve, logo nos minutos iniciais, situações de perigo para ambas as balizas e em que sobressaiu o guarda-redes do Arouca, Ivo.

    William atirou por duas vezes aos ferros da baliza do Arouca, aos 96 e 105 minutos, Ruizinho tentou o chapéu ao guarda-redes Cássio, aos 97, apertado por dois jogadores do Paços, e Ivo voltou a negar o golo aos 108.

    Após 120 minutos sem golos, a decisão da eliminatória transitou para os tiros da marca de grande penalidade, tendo o Paços de Ferreira sido mais eficaz, não só concretizando todas as marcadas como defendendo três.

   

    Jogo disputado no Estádio Municipal de Arouca.

    Arouca - Paços de Ferreira, 0-0.

    Prolongamento: 0-0.

    Grandes penalidades:

    0-0, Ruizinho (defendeu Cássio).

    0-1, William.

    1-1, Ricardo Correia.

    1-2, Pedrinha.

    1-2, Pedro Santos (defendeu Cássio)

    1-3, Guedes.

    1-3, Carlitos (defendeu Cássio)

   

    Equipas:

    - Arouca: Ivo, Steven, Fernando, Diogo, Ricardo Correia, Filipe (Letz, 67), Pedro Santos, Fabinho (Tiago, 97), Hélder Silva (Carlitos, 62), Ruizinho e Rodrigo.

    (Suplentes: Jaime, Carlitos, Carlos Daniel, Pina, Tiago, Marcinho e Letz).

    - Paços de Ferreira: Cássio, Ricardo, Ozeia, Kelly, Paulo Sousa, Filipe Anunciação, Rui Miguel (Edson, 93), Pedrinha, Leandro Tatu (Guedes, 64), Cristiano (Prieto, 102) e William.

    (Suplentes: Coelho, Edson, Prieto, Ferreira, Tiago Valente, Dedé e Guedes).

   

    Árbitro: Carlos Xistra, da AF Castelo Branco.

    Acção disciplinar: cartão amarelo para Ozeia (13), Filipe (16), Filipe Anunciação (58), Pedro Santos (75), Fabinho (83), Ivo (86), Tiago (100), Ricardo Correia (104), Ruizinho (105), Steven (107)

    Assistência: cerca de 3.500 espectadores.

   

 
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FUTEBOL/TAÇA: Guarda-redes do Paços de Ferreira salvou a equipa de cair perante o Arouca