sábado, 2 de maio de 2009          
 
A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) vai apresentar uma queixa crime contra o presidente da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (ANAREC) por este ter dito que os combustíveis à venda nos hipermercados são de qualidade inferior.
Em declarações à agência Lusa, o director geral da APED, José António Rousseau, considerou que as afirmações de Virgílio Constantino são "difamatórias" e "ultrapassam o razoável e aquilo que é sério", considerando que a "única forma de reagir é por via dos tribunais".
O presidente da ANAREC disse quinta-feira à agência Lusa que "a qualidade do combustível de marca branca, à venda nos hipermercados, não é comparável à qualidade dos combustíveis de marca" e que "o consumidor nunca saberá qual o impacto do combustível na duração do motor do seu automóvel".
A APED enviou ainda um comunicado onde considera as afirmações do presidente da ANAREC "despropositadas, pouco sérias e carentes de qualquer fundamentação".
As empresas de distribuição garantem assim a "qualidade dos combustíveis comercializados pelos seus associados, na medida em que as respectivas fontes de aprovisionamento de combustível são as mesmas que as dos restantes operadores deste mercado".
A APED considera no comunicado que "só por manifesta má fé se pode lançar esta confusão", admitindo no entanto que os combustíveis são vendidos com e sem aditivos e com preços diferentes, "tal como nas restantes marcas".
"Os próprios consumidores, melhor que ninguém, desmentem e contradizem as caluniosas afirmações da ANAREC ao nos darem a sua preferência", escreve a direcção.
José António Rousseau disse acreditar que as acusações não vão prejudicar o sector, uma vez que "os consumidores sabem distinguir aquilo que são afirmações gratuitas e disparatadas".
 
 
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COMBUSTÍVEIS: Polémica sobre preços e qualidade das “marcas brancas” acaba no tribunal