segunda-feira, 27 de abril de 2009          
 
O projecto “Resposta Integrada de Violência Doméstica”, iniciado em Penafiel, vai alargar-se a 40 concelhos de todo o país, disse hoje à Lusa Manuela Santos, coordenadora do gabinete Janela Aberta, que concentra no mesmo espaço várias respostas às vítimas de violência.
O programa aposta numa resposta inovadora à violência doméstica, ao concentrar, no mesmo espaço, “todas as respostas” de que a vítima de violência doméstica precisa no seu “novo projecto de vida”, adianta Manuela Santos.
O objectivo desta resposta em rede é evitar que a vítima tenha de contar a sua história aos diferentes intervenientes no processo de apoio psicológico, jurídico, social e profissional, desde o momento em que é feito o pedido de ajuda, até que é concluída a inserção sócio-profissional.
“Os técnicos trabalham concertadamente uns com os outros, tratando de todo o processo e permitindo que a vítima obtenha todas as respostas no mesmo espaço físico”, salienta Manuela Santos.
O projecto começou em Penafiel, através da Associação de Desenvolvimento de Figueira, que já deu resposta a cerca de 500 vítimas, 35 por cento das quais já se encontram integradas socialmente.
Graças aos resultados positivos, e aos fundos comunitários obtidos, o programa já se alargou a 30 concelhos.
Actualmente, estão em curso os processos relativos a sete concelhos (Silves, Setúbal, Santarém, Porto Santo, Montemor-o-Velho, Torres Vedras e Horta), esperando-se que o alargamento possa estar concluído até final de Julho.
“Como estamos a falar de fundos comunitários, resolvemos torná-los acessíveis a todos e, desde 2008, fomos informando outros municípios do nosso trabalho”, afirma a responsável.
A intenção é criar uma rede nacional de respostas às vítimas de violência doméstica.
“Todo o nosso trabalho beneficia se for feito a nível nacional. É importante criar uma rede de respostas uniformes, até porque, por vezes, é preciso deslocar as vítimas”, sublinha.
O projecto começou em 2005 e, para desenvolver a metodologia de intervenção e colocá-la em prática, foram “envolvidos todos os parceiros locais” e as próprias vítimas.
“Queríamos dar uma resposta de qualidade às vítimas, sem aumentar os custos das instituições”, afirma.
Actualmente, o modelo está a ser aplicado nos concelhos de Amarante, Castelo de Paiva, Lousada, Felgueiras, Celorico de Basto, Valongo, Braga, Faro e Funchal, entre outros.
Entre as várias instituições envolvidas na “Resposta Integrada na Violência Doméstica” contam-se as autarquias locais, no município onde o projecto está a ser implementado, instituições de apoio à vítima, como a APAV, unidades de saúde, associações empresariais e entidades ligadas ao ensino e formação profissional.
 
 
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VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: Projecto de apoio iniciado em Penafiel alarga-se a 40 concelhos de todo o país