Mulher acusada de agressão vai ser julgada em processo sumário na quarta-feira
Uma habitante da aldeia acabou por ser detida por agressão e vai ser julgada, quarta-feira de manhã, em processo sumário, no Tribunal de Torre de Moncorvo.
"O que eu vou dizer à juíza é o que ela faria no meu lugar", desabafou Leonor Pires, "indignada" com o desaparecimento de ouro que para a família era "relíquias", pelo valor sentimental.
"Já que ninguém actua, temos que actuar nós", disse à Lusa outro habitante, Admar Bento, que viu as filhas ficarem sem "mais de 10 mil euros em ouro", consequência de um dos assaltos mais recentes, no último fim-de-semana.
Ouro, dinheiro, maquinaria agrícola e mesmo armas constam da lista de assaltos confessados pelo indivíduo e a mulher, um casal jovem com três filhos bebés, que a população não quer mais na aldeia.
Populares e autoridades associam os furtos à toxicodependência e há algum tempo que suspeitam da autoria.
Admar Bento conseguiu que a mulher contasse à GNR tudo sobre os roubos, ficando sob protecção, ela e os filhos, de uma instituição, enquanto o homem foi detido e confessou a autoria de alguns furtos às autoridades.
De acordo com Admar Bento, no mesmo dia que "foi posto em liberdade, foi buscar a mulher e os filhos e, logo a seguir, faz mais dois assaltos".
Estes últimos furtos foram a gota de água que provocaram a fúria da população.
Nos últimos meses, na aldeia não se falava de outra coisa, com os populares a alegarem que já não havia "uma casa onde não tivessem entrado", sem que os ocupantes se apercebessem.
De acordo com os relatos, chegaram inclusive a roubar o dinheiro que um habitante tinha em casa para pagar o funeral da esposa, enquanto decorria a cerimónia fúnebre.